Lei do bom samaritano
First Aid & CPR Massachusetts
O Bom Samaritano: compaixão e proteção
Extraída da Bíblia (Lucas 10:25-37), a parábola do Bom Samaritano narra como um viajante dado por morto é socorrido por um desconhecido que cuida dele e vela pelo seu bem-estar. Além do seu contexto religioso, transmite uma mensagem universal: o dever moral de prestar socorro ao próximo em perigo, com compaixão e altruísmo.
Inspiradas neste princípio, muitas leis do Bom Samaritano foram promulgadas em todo o mundo para proteger de processos judiciais quem presta assistência de boa-fé numa emergência. O alcance exato dessa proteção, contudo, varia de uma jurisdição para outra: veja a seguir o que prevê a lei aplicável à sua região.
Sua proteção nos termos da lei
Massachusetts protege o bom samaritano por meio da M.G.L. c. 112 § 12V, que abrange qualquer pessoa que, de boa-fé e sem remuneração, tente prestar atendimento de emergência — RCP, desfibrilação, primeiros socorros —, complementada pela c. 231 § 85N para médicos, dentistas, enfermeiros e socorristas de emergência. O uso de um DAE é regido pela c. 112 § 12V½, cuja imunidade protege os proprietários, utilizadores e diretores médicos dos aparelhos. Em todos os casos, a proteção só cede diante de negligência grave ou conduta dolosa ou temerária, desde que se aja de boa-fé e sem esperar pagamento.
Sem obrigação de agir, mas todos os motivos para fazê-lo
Em Massachusetts, a lei não obriga nenhuma testemunha a intervir: socorrer continua a ser uma escolha, não um dever legal. Mas essa escolha é enquadrada por proteções claras — boa-fé exigida, ausência de remuneração, uso do DAE coberto — para que ninguém desista de ajudar por receio das consequências. O medo de um processo não deveria pesar mais do que a certeza de que, ao agir, você está do lado certo da lei.
Por que a formação é essencial
Uma parada cardíaca deixa apenas alguns minutos antes que as chances de sobrevivência despenquem; esses minutos pertencem a quem está presente. Em Massachusetts, entre cidades densas e comunidades litorâneas, formar-se em RCP e primeiros socorros significa aprender a agir depressa e com acerto: compressões eficazes, um DAE usado sem hesitação, um atendimento seguro até a chegada do socorro. Esse saber não serve apenas aos desconhecidos — protege antes de tudo aqueles que você ama. Forme-se e mantenha ao alcance da mão o poder de fazer a diferença.